Artigo da Semana



Água, um recurso natural em risco de escassez

Enquadramento geral

A água é um recurso natural de grande valor económico, ambiental e social, fundamental à subsistência e bem-estar do Homem e dos ecossistemas da Terra. É um bem comum a toda a humanidade.

Durante milhares de anos, acreditou-se que a água era um recurso infinito e renovável, uma vez que parecia existir na Natureza com grande abundância.

Hoje, a má utilização, e a crescente procura deste recurso, tornou-se uma preocupação geral, pela menor disponibilidade de água potável em todo o planeta. Isto é suficiente, para deixar o cidadão comum preocupado, mas ganha outra dimensão, se pensarmos que apenas 1% de toda a água da Terra está disponível para uso, pois a maior percentagem de água existente é salgada (97,5%) e outra parte encontra-se em locais inacessíveis.

De acordo com o World Water Development Report (relatório efectuado por 23 agências das Nações Unidas), o planeta encontra-se neste século, a viver uma “séria crise de água”, que tende a agravar-se, caso não sejam adoptadas medidas rápidas.

A poluição, a má gestão da água e as alterações climáticas, que estão de facto, a provocar o aquecimento do planeta, são alguns dos motivos que contribuem para a menor disponibilidade dos recursos hídricos.

Começam a ser irrefutáveis os argumentos de que o clima está realmente a mudar. Prova disso, é a seca severa que se vive este ano, em algumas regiões do país.

O cenário que se verifica em Portugal, particularmente no Sul, dá-nos conta de uma situação anormal para a época, com os pivots de rega a funcionar e as culturas de Inverno e forrageiras, com dificuldade em sobreviver. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), depois de analisados vários anos, verificou-se que na última década, os valores das temperaturas se situam consideravelmente abaixo dos normais para a época. Além disso, a escassa precipitação acumulada até ao final do mês de Fevereiro aponta para um cenário de seca severa e extrema.

É por isso urgente, apostar na prevenção e ter um plano de resposta para a gestão dos recursos hídricos.


Medidas a considerar pelo cidadão comum

São ideias simples, pequenos hábitos, que não põem em causa o nosso bem-estar, mas que podem fazer a diferença, quando multiplicadas por muitas pessoas.
  • Prefira o chuveiro ao banho de imersão, pois gasta entre 25 e 100l, em vez de 200 a 300;
  • Feche bem as torneiras e repare as que estão a pingar;
  • Não deixe a água a correr enquanto lava os dentes, a louça ou faz a barba;
  • Adopte soluções para reduzir a água de cada descarga do autoclismo (10-15litros), como por exemplo introduzir uma garrafa de água no seu interior, que reduz o consumo em cerca de 30%;
  • Desligue fontes ou repuxos que possua no quintal, em época de seca, são gastos desnecessários;
  • Opte pela lavagem do carro com um balde, em vez da mangueira, desta forma, poupa dezenas de litros de água;
  • Se tiver que regar plantas, prefira o período da manhã ou o fim de tarde, pois nestas horas, a taxa de evaporação é mais baixa;
  • Não deite o óleo usado pelo cano abaixo, coloque-o antes numa garrafa de plástico bem fechada e deite no lixo normal;
  • Utilize detergentes para a roupa, que não possuam cloro.

A água é utilizada em diversos processos de produção, e em quase todas as operações do dia à dia. São estas utilizações que acabam por alterar a sua qualidade quando é posteriormente descarregada no meio receptor.
Ora vejamos alguns exemplos específicos a titulo de curiosidade:



Autora do artigo : Marisa Rianço – Engenheira do Ambiente
08/04/05
marisa_sobral@sapo.pt



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