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Artigo da Semana
Auditorias Ambientais
O termo auditoria tem sido desde sempre utilizado, e encontrasse associado a avaliação ambiental, no entanto, dada os seus objectivos e função, devemos distinguir diversos tipos de auditoria.
As normas ISO 14000 vierem dar ênfase a esta temática, onde uma auditoria passa a ser designada como um processo de verificação do cumprimento dos requisitos da norma, no fundo, a verificação de boas práticas ambientais.
Segundo o Despacho IIDD03, a auditoria era vista como um trabalho de levantamento da situação ambiental de uma dada instalação, onde se efectuam :
- caracterizações analíticas
- verificação de conformidade
- legal análise de medidas correctivas e preventivas
- plano de acção.
Note-se que o despacho IIDD03 é visto apenas como uma avaliação de conformidade legal.
Dada à diferenciação de etapas que a auditoria envolve, assim será o tempo necessário à sua realização, em que no 1º caso(ISO 14000), seria 2 a 3 dias, e no ultimo caso(IIDD03) 2 a 3 meses em média de trabalho.
De um modo mais aprofundado, podemos dizer que fazer uma auditoria é elaborar um levantamento exaustivo, objectivo e sistemático de todos os aspectos ambientais inerentes da actividade da instalação/empresa, de forma a uma avaliação da situação existente, tendo em atenção também o cumprimento da legislação em vigor.
Quando se realiza o levantamento ambiental (Auditoria e Diagnóstico), efectuasse uma análise aos diversos sectores : água, ar, resíduos, energia, ruído, licenciamento industrial, acidentes graves e substâncias perigosas. O principal problema deste levantamento, passa pela necessidade de recorrer a inúmeras fontes dispersas , pelo que na fase inicial deve definir-se o tipo de informação a recolher. È também muito comum, depararmo-nos com informação desactualizada, sobretudo desenhos, onde a informação é algo contraditória e incoerente, e muitas vezes não é possível encontrar a informação pretendida, com nível de detalhe exigido.
Este tipo de trabalho requer um grande sentido critico, uma vez que é fundamental uma análise rigorosa de toda a informação, e ver se esta é real e pode ser utilizada, de um modo planeado e eficaz, para garantir que não é omitida quaisquer informação relevante.
Durante toda esta pesquisa, é importante analisar todos os processos e operações, e também equacionar a probabilidade de acidentes, fugas, ou outras situações susceptíveis de suceder.
O esquema seguinte, representa as fases de todo o processo:
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Apresenta-se um pequeno resumo, que pretende simplificar todos os passos deste processo, e facilitar o trabalho e recolha de informação, que pode ser apresentada em diversas fases:
- Preparação – Deve ser formada uma equipa de trabalho e organizada, bem como os recursos necessários e existentes. Para facilitar, pode considerar-se o processo como um conjunto de operações unitárias, analisadas separadamente, elaborando-se um fluxograma do processo.
- Entradas no Processo – Neste passo, é importante contabilizar as matérias-primas utilizadas nas diferentes operações unitárias, bem como consumos energéticos e de água. Devem medir-se níveis de reutilização/reciclagem de resíduos e água.
- Saídas do Processo – Quando se realizada este passo, já é possível quantificar os produtos obtidos e sub-produtos. Por outro lado, a água que inicialmente foi utilizada, sofreu alterações pelo processo, e sai com qualidade alterada. Neste sentido, deve-se efectuar-se uma caracterização das águas residuais, quer em quantidade e qualidade. Por outro lado, a qualidade do ar também pode ser alterada, pelo que a caracterização das emissões atmosféricas também é importante, bem como a tipologia e quantidade de resíduos produzidos.
- Balanço mássico – A elaboração de um balanço mássico, só é possível após a reunião de toda a informação anterior, sobretudo entrada/saída do processo. Para facilitar, pode-se considerar cada operação unitária de modo individual e depois no seu todo, a fim de ser possível a avaliação e redefinição do balanço mássico.
- Conformidade legal – A legislação ambiental em vigor é extensiva, no entanto deve ter-se em conta a legislação em que se enquadra a instalação/empresa nos diferentes sectores : água, ar, resíduos, energia, ruído, acidentes graves e substâncias perigosas.
- Plano de Acção – Após feito todo o levantamento , é agora necessário definir acções de modo a atingir determinados objectivos pré-definidos. Por um lado garantir a conformidade legal, por outro lado, controlar e minimizar impactes ambientais. Assim, deve realizar-se um estudo de soluções(alternativas), onde consista também uma avaliação económica e ambiental das mesmas. Por fim, o desenvolvimento e implementação do plano, deve ser garantido e avaliado continuamente, a fim da sua melhoria continua e melhor desempenho ambiental.
Autora do artigo : Silvia Chambel - Engenheira do Ambiente
Data: 29/04/05
E-mail: info@ideiasambientais.com.pt
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