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Reciclagem de lâmpadas fluorescentes minimiza impacto ambiental!
A substituição das lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes compactas tem aumentado consideravelmente, em causa está o facto destas consumirem menos 75 por cento de energia eléctrica para produzir a mesma quantidade de luz do que as incandescentes.
Uma mais-valia a que se adiciona também o facto das lâmpadas fluorescentes compactas durarem cerca de 10 mil horas, em oposição às mil horas às outras lâmpadas.
Esse crescimento está retratado, por exemplo, em países como o Brasil, onde são consumidas cerca de 100 milhões de lâmpadas fluorescentes por ano, sendo que desse total 94 por cento são descartadas em aterros sanitários, sem nenhum tipo de tratamento, contaminando o solo e a água com metais pesados.
Atendendo a essa realidade, a Tramppo Recicla Lâmpadas, empresa do Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu um sistema que recupera os componentes presentes nas lâmpadas, reaproveitando mais de 98 por cento da matéria-prima utilizada na fabricação.
O objectivo principal deste projecto é minimizar o impacto ambiental, utilizando para o efeito um sistema de vácuo associado a alta temperatura, em que o equipamento separa o mercúrio – metal tóxico com alto risco de contaminação, de outros elementos, como o cobre, pó fosfórico, vidro e alumínio.
De acordo com Gilvan Xavier Araújo, director da Tramppo, à agência FAPESP, a máquina descontamina a lâmpada fluorescente com a extracção do mercúrio e possibilita a reciclagem dos outros materiais pela indústria, pelo que o lixo é transformado novamente em matéria-prima.
A recente investigação, que está na génese desta solução, foi intitulada como “Descarte adequado de fluorescentes que contenham mercúrio” e recebeu o apoio da FAPESP no âmbito do Programa Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (PIPE). Os testes com o equipamento ficaram a cargo da pesquisadora e engenheira química Atsuko Kumagai Nakazone, da Tramppo.
Este projecto, baseado na reutilização do mercúrio, representa, segundo Gilvan Xavier Araújo, uma grande economia para o país, uma vez que praticamente todo o volume de mercúrio consumido actualmente no Brasil é importado de Espanha, México, Rússia e outros países.
A Tramppo já iniciou as actividades comerciais da tecnologia pelo processo conhecido como logística reversa, ou seja, a empresa vende lâmpadas novas ao cliente a preço de custo e recolhe as usadas para reciclagem.
Deste modo, conseguem focar o trabalho na venda de matéria-prima para as indústrias que produzem lâmpadas, o que gera sustentabilidade ambiental e económica em todo o processo.
O projecto, que ganhou o certificado do Programa New Ventures Brasil, na categoria Modelo de Negócios em Desenvolvimento Sustentável, tem como principal objectivo do programa, uma iniciativa da World Resources Institute (WRI), sediada na Faculdade Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, fomentar o desenvolvimento de empreendimentos sustentáveis.
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fonte:Agência FAPESP - Retirado de http://www.aguaonline.co.pt/
Data: 14/08/2006
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