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Este mês trás consigo duas datas muito importantes: o Dia da Terra e o 25 de Abril! Como tal, e para celebrar, vamos ter também muitas surpresas.

Este período assinala ainda a época das amêndoas, pois com ele chega a Páscoa, com os ovinhos de chocolate e a época de quaresma. Vamos propor um jogo para os pais fazerem com os seus filhos, para que tenham uma Páscoa diferente!

Para os mais pequenos o Ventania lançou mais 2 grandes projectos:Projecto da Primavera, Projecto da Páscoa,

A nossa equipa, também comemorou o Ambiente, com um célebre piquenique na praia do Rosário, onde juntos rimos e trocámos as nossas ideias!

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Artigo do Mês: Preservar o Ambiente, será que nos esforçamos o suficiente?

Autor(a): Pedro Colaço



Ambiente | Galeria | Destaque | Sugestão


Os segredos das nuvens …

Quem diria que uma nuvem teria uma importância tão grande na nossa vida e na natureza em geral? Sabia que por exemplo uma nuvem de aspecto amorfo, base difusa e baixa, muito espessa, escura ou cinzenta, significa que poderemos ter em breve umas gotas de chuva? Até os animais são grandes indicadores do tempo….sabia que quando o seu gato se lava atrás da orelha é sinal de chuva? Até o silêncio dos pássaros que deixam de nos alegrar com o seu canto alegre é sinal de chuva…

Através da observação das nuvens podemos observar, ou identificar, as condições atmosféricas de determinado local, pois estas reflectem em sua quantidade, forma e estrutura.

Para que haja a formação de nuvens é necessário que parte do vapor de água contido na atmosfera se condense, formando pequenas gotículas de água, ou solidifique, formando minúsculos cristais de gelo. A esta formação, ou aglomerado de cristais de gelo e gotículas damos o nome de nebulosidade.

Uma característica que diferencia os variados tipos de nuvens é a altura em que elas se formam, ou onde se encontra sua base e seu topo. Mas, é importante lembrar, que esta altura varia conforme a posição geográfica (latitudinal) da região considerada.

Para você saber se vai chover ou não, basta analisar os tipos de nuvens. As únicas nuvens que podem gerar precipitação são: Cumulunimbus, Nimbustratus, Stratus e Altostratus.

Alguns tipos de nuvens mostram que uma frente quente está em aproximação, outras mostram a aproximação de uma tempestade (caso do Cirrucumulus), mas são poucas as vezes que se consegue acertar uma previsão de tempo só olhando para a nuvem. É possível acertar por um curto período de tempo (no máximo por 24 horas), principalmente se a previsão se referir à possibilidade de chuvas.

Apesar de os astrónomos antigos terem atribuído nomes às maiores constelações há cerca de 2000 anos, as nuvens não foram devidamente identificadas e classificadas até inícios do século XIX. O naturalista francês Lamarck (1744-1829) propôs o primeiro sistema de classificação de nuvens em 1802, não tendo o seu trabalho sido reconhecido. Um ano mais tarde, foi a vez do inglês Luke Howard apresentar um novo sistema, sendo este aceite pela comunidade científica. Em 1887, Abercromby e Hildebrandsson generalizaram o sistema de Howard, sendo este o utilizado actualmente.

Identificação de Nuvens

Vamos então identificar em pormenor cada um dos tipos.

Cirrus - São as nuvens altas mais comuns. São finas e compridas e formam-se no topo da troposfera. Formam estruturas alongadas e permitem inferir a direcção do vento àquela altitude (geralmente de Oeste). A sua presença é normalmente indicadora de bom tempo

Cirrocumulus - São menos vistas do que os cirrus. Aparecem como pequenos puffs, redondos e brancos. Podem surgir individualmente ou em longas fileiras. Normalmente ocupam uma grande porção de céu.

Cirrostratus - São as nuvens finas que cobrem a totalidade do céu, causando uma diminuição da visibilidade. Como a luz atravessa os cristais de gelo que as constituem, dá-se refracção, dando origem a halos e/ou sun dogs. Na aproximação de uma forte tempestade, estas nuvens surgem muito frequentemente e portanto dão uma pista para a previsão de chuva ou neve em 12 - 24h.

Altocumulus-São nuvens médias que são compostas na sua maioria por gotículas de água e quase nunca ultrapassam o 1 km de espessura. Têm a forma de pequenos tufos de algodão e distiguem-se dos cirrocumulus porque normalmente apresentam um dos lados da nuvem mais escuro que o outro. O aparecimento desta nuvens numa manhã quente de Verão pode ser um sinal para o aparecimento de nuvens de trovoada ao final da tarde

Altostratus - São muito semelhantes aos cirrostratus, sendo muito mais espessas e com a base numa altitude mais baixa. Cobrem em geral a totalidade do céu quando estão presentes. O Sol fica muito ténue e não se formam halos como nos cirrostratus. Uma outra forma de os distinguir é olhar para o chão e procurar por sombras. Se existirem, então as nuvens não podem ser altostratus porque a luz que as consegue atravessar não é suficiente para produzir sombras. Se produzirem precipitação podem originar nimbostratus.

Nimbostratus - Nuvens baixas, escuras. Estão associados aos períodos de chuva contínua (de intensidade fraca a moderada). Podem ser confundidos com altostratus mais grossos, mas os nimbostratus são em geral de um cinzento mais escuro e normalmente nunca se vê o Sol através deles

Stratocumulus-Nuvens baixas que aparecem em filas, ou agrupadas noutras formas. Normalmente consegue ver-se céu azul nos espaços entre elas. Produzem-se frequentemente a partir de um cumulus muito maior por altura do pôr-do-sol. Diferem dos altocumulus porque a sua base é muito mais baixa e são bastante maiores em dimensão. Raramente provocam precipitação, mas podem eventualmente provocar aguaceiros no Inverno se se desenvolverem verticalmente em nuvens maiores e os seus topos atingirem uma temperatura de -5ºC.

Stratus-É uma camada uniforme de nuvens que habitualmente cobre todo o céu e lembra um nevoeiro que não chega a tocar no chão. Aliás, se um nevoeiro espesso ascender, originam-se nuvens deste tipo. Normalmente não originam precipitação, que, a ocorrer, o faz sob a forma de chuvisco. Não deve ser confundida com os Nimbostratus (visto que estes originam precipitação fraca a moderada). Além disso, os stratus apresentam uma base mais uniforme. Além disso, estas nuvens não devem ser confundidas com altostratus visto que não deixam passar a luz directa do Sol.

Cumulus-São as nuvens mais vulgares de todas e aparecem com uma grande variedade de formas, sendo a mais vulgar a de um bocado de algodão. A base pode ir desde o branco até ao cinzento claro e pode localizar-se a partir dos 1000m de altitude (em dias húmidos). O topo da nuvem delimita o limite da corrente ascendente que lhe deu origem e habitualmente nunca atinge altitudes muito elevadas. Surgem bastante isoladas, distinguindo-se assim dos stratocumulus. Além disso, os cumulus têm um topo mais arredondado. Estas nuvens são normalmente chamadas cumulus de bom tempo, porque surgem associadas a dias soalheiros.

Cumulonimbus-São nuvens de tempestade, onde os fenómenos atmosféricos mais interessantes têm lugar (trovoadas, aguaceiros, granizo e até tornados). Extendem-se desde os 600m até à tropopausa (12 000 m). Ocorrem isoladamente ou em grupos. A energia libertada na condensação das gotas resulta em fortes correntes no interior da nuvem (ascendentes e descendentes). Na zona do topo, existem ventos fortes que podem originar a forma de uma bigorna ou "cogumelo"..

Autor: Ideias Ambientais



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Foto do mês

Moita, um dos portos comerciais mais importantes na margem sul do Tejo na ordem de Santiago. Fazia-se o transporte do famoso bacalhau das secas do rosário, das ostras(iguarias ainda hoje tão apreciadas), da cortiça, dos cereais, etc. Eram utilizados os Varinos (barcos típicos do Tejo) que aparelhavam uma ou duas velas num mastro inclinado à ré, o porão, tinha bordas falsas para um melhor acondicionamento da carga.

Autor:Pedro Colaço



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Piquenique na praia do Rosário

No passado Domingo, 5 de Abril, a nossa equipa celebrou mais um dia do Ambiente,pois para nós todos os dias o são! Na Praia do Rosário, mas própriamente no parque das merendas, partilhámos momentos de confraternização, onde gargalhadas e sorrisos, nos preencheram o dia, juntamente com a alegria das crianças e o cantar dos pássaros e de toda a bela paisagem que caracteriza este local.

Para os mais aventureiros, tivemos uma caminhada, pelos sapais e montados, onde podemos observar a fauna e flora caracteristica desta zona:Flamingo Comum, o Perna Longa, o Pato-Real, o Galeirão-Comum, o Corvo Marinho são apenas alguns exemplos.Com as máquinas fotográficas na mão, as fotos foram sendo tiradas....para ficar na memória daquelas que estiveram presentes.

Como este dia foi um sucesso já estamos a pensar num próximo, mas desta vez, alargamos o convite a vocês também....todos juntos por um Ambiente melhor!

Ainda não temos datas definidas, mas quem tiver interessado deve enviar um email, e assim que estiver a ser programado um novo encontro, receberá as informações respectivas.

Se gosta de aventuras, de caminhar pela natureza, venha perder-se pelos encantos desta zona.

Contamos consigo!

Moita, Gaio/Rosário - venha conhecer

O Estuário do Tejo, além de estar entre os maiores da Europa, apresenta também uma grande diversidade de habitats escolhidos pelas aves migradoras – salinas, sapais, lodos e vasas – que constituem importantes locais de reprodução, nidificação, alimento, repouso e abrigo.

A riqueza de recursos e a sua localização geográfica, na rota das migrações da generalidade das aves aquáticas da Europa que invernam na Península Ibérica e África Ocidental, fazem deste Estuário uma das mais importantes zonas húmidas do continente europeu no que diz respeito à avifauna. Na margem esquerda do Estuário do Tejo, o concelho da Moita partilha com as restantes zonas húmidas à beira-Tejo de condições ambientais que convidam à paragem de aves aquáticas migradoras, sendo igualmente local de invernada para numerosas espécies.

No início do Outono, milhares de aves começam a chegar ao Estuário do Tejo, vindas do Norte da Europa em busca de alimento e de clima mais ameno. Muitas delas estão apenas de passagem para o continente africano, mas outras vêm para aqui passar o Inverno, chegando a registar-se a presença de cerca de 120 mil indivíduos neste último grupo. Nas áreas entre-marés – areias, lodos e sapais – ricas em alimento para peixes e aves, podem encontrar-se cerca de 50 espécies diferentes de aves que se alimentam de lambujinhas, minhocas, pequenos crustáceos e materiais vegetais como algas ou outros. Patos, aves limícolas (que se alimentam no lodo) e outras aves como a gaivota, a garça-real, o guincho e o flamingo-comum podem observar-se entre Setembro e Fevereiro, sobretudo de manhã cedo e ao entardecer.

Mas outras oportunidades não faltarão para partir à descoberta das aves aquáticas que nos visitam nas antigas marinhas e salinas, junto ao Cais da Moita e Cais do Descarregador, em Alhos Vedros, ou mesmo nos sapais junto à estradas que ligam a Moita ao Rosário e o Rosário a Sarilhos Pequenos. Com sorte, poderemos depararmo-mos com o espectáculo do vaivém de um bando de maçaricos-de-bico-direito ao crepúsculo (uma das espécies mais comuns), distinguir os padrões brancos e pretos dos alfaiates de bico recurvado – a ave símbolo da Reserva Natural do Estuário do Tejo – ou descobrir a mais espectacular de todas, o rosado e simpático flamingo. Pelo seu porte e visibilidade, os flamingos são, sem dúvida, a espécie mais popular entre as aves aquáticas e podem ser vistos durante quase todo o ano, especialmente durante o Outono e o Inverno. Os exemplares que se encontram no Estuário do Tejo são possivelmente originários de duas colónias existentes no Mediterrâneo, a da Camargue (França) e a da Fuente de Piedra (Espanha).

Mas porque as aves aprenderam a recear o homem, é indispensável ao observador de aves atento avançar tranquilamente e com o mínimo de barulho, não se expondo demasiado para não as perturbar. Binóculos, um guia sobre aves e uma máquina fotográfica são também auxiliares perfeitos numa actividade compensadora para os amantes da natureza, nesta época do ano.



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Sabia que.....

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