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A nossa equipa,em nome do projecto Ideias Ambientais,deseja a todos os assinantes, colaboradores e parceiros um Ano Novo cheio de sucesso!

Este ano promete e com ele novos projectos, novas actividades e muitas novidades para todos!Novos cursos técnicos e muito em breve o Ventania lançará um passatempo para os mais pequenos!

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Artigo do Mês: Estudo EIPRO - Evaluation of Environmental Impact of Products Study

Autora: Andreia Fernandes (Área da Sensibilização e Comunicação Ambiental do Ideias Ambientais)



Ambiente | Segurança,Higiene e Saúde no Trabalho | Destaque | Sugestão | Legislação


Trovoadas - um fenónemo natural!

Relâmpago (Luz) e trovão (som)

Quantas vezes ouvimos uma trovoada e nos apetece esconder, tapar os ouvidos e fechar os olhos? Sabia que a proximidade do trovão pode produzir surdez temporária e até mesmo rotura da membrana do tímpano e consequentemente, surdez permanente?

Este é um fenómeno da natureza que assusta ainda muitos de nós, pelo barulho e impacte visual que exerce, mas será que todos nós sabemos o que acontece na realidade? Conhecemos as medidas de prevenção e protecção que devemos ter durante este fenómeno natural?

Uma trovoada consiste num conjunto de fenómenos intensos, de relâmpagos, trovões, rajadas de vento, inundações, associados a nuvens convectivas (Cumulonimbus), que se desenvolvem verticalmente até grandes altitudes, com a forma de montanhas, torres ou de gigantescas “couve-flores”.

A formação de trovoadas ocorre quando se verifica a elevação de ar húmido numa atmosfera instável (uma bolha de ar quente em ascensão pode continuar a subir porque continua mais quente do que o ar ambiente - a elevação do ar quente é um mecanismo que tenta restabelecer a estabilidade. Da mesma forma, o ar mais frio tende a descer e a afundar-se enquanto se mantiver mais frio do que o ar na sua vizinhança).Quando o ar arrefece até temperaturas abaixo do ponto de orvalho e condensa, liberta-se calor latente, que promove a elevação do ar e "alimenta" a trovoada.

Este fenómeno origina as chamadas cumulonimbus isolados com grande desenvolvimento vertical (podendo ir até 10 ou 18 mil metros de altitude) alimentado pelas correntes ascendentes de ar.

As trovoadas estão principalmente associadas ao período de inverno, mas se pensarmos um pouco, já as vimos em pleno verão! Neste caso, a trovoada forma-se no interior das massas de ar (a partir da elevação do ar por convecção). Esta situação é típica em terra nas tardes de Verão - quando o aquecimento da superfície atinge o seu pico - e sobre o mar nas madrugadas de inverno, quando as águas estão relativamente quentes; por efeito orográfico - (a barlavento das grandes montanhas) ou estar associadas a frentes - sendo mais intensas no caso das frentes frias.

Quando o ar quente e húmido sobe rapidamente, com velocidades que podem chegar aos 160 km por hora, até altitudes mais elevadas e mais frias, geram-se trovoadas fortes.

O termo relâmpago, resulta da queda em grande altitude de partículas de gelo ou neve de uma nuvem de grande altitude em direcção à superfície, verificando-se uma libertação energética resultante da diferença de carga das partículas – durante a trovoada geram-se descargas eléctricas para equilibrar a diferença de potencial entre o topo da nuvem (cargas positivas), a base da nuvem (cargas negativas) e o solo (carga positiva).

O chamado trovão, representa o som emitido pela passagem dos relâmpagos no ar. Durante a trovoada, a atmosfera desempenha um papel de isolante entre a nuvem e o solo.

O raio que visualizamos, resulta da descarga entre o pólos de carga oposta de energia que ultrapassa a resistência do ar, com temperaturas elevadas que aquecem o ar à sua passagem.

O aumento rápido da temperatura e pressão promovem a expansão violenta do ar envolvente ao raio a velocidades superiores às do som, gerando-se uma onda de choque. O ribombar posterior a um trovão é conseguido pelo eco da onda de choque nas altas camadas da atmosfera e na geografia envolvente.

Note-se que a proximidade de trovão pode ocasionar problemas de audição, devido ao nível sonoro que se verifica nas proximidades do ponto de contacto do raio com o solo - 120 dB.

É importante conhecer este fenómeno e encará-lo como mais um fruto da natureza, que mesmo parecendo assustador, é apenas um resultado de processos que ocorrem na atmosfera e ocorrem em determinadas alturas do ano.

Autora: Silvia Chambel



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Trovoadas –antes prevenir que remediar !

Já compreendemos este fenómeno natural!È importante conhecer riscos associados a este e as medidas que devemos adoptar a fim de nos prevenirmos e protegermos

Vimos também, que a proximidade de trovão pode ocasionar problemas de audição, devido ao nível sonoro que se verifica nas proximidades do ponto de contacto do raio com . olo - 120 dB. Por isso é importante saber a distância da trovoada, para que possamos caso seja necessário nos abrigar e proteger.

Como saber a distância da trovoada?

Esta técnica é importante para aqueles que vivem aterrorizados com as trovoadas.

O som e a luz, deslocam-se através da atmosfera a velocidades muito diferentes. É possível estimar a distância da trovoada através da diferença de tempo do relâmpago (Luz) e do trovão (som).

Note-se que a velocidade do som é de aproximadamente 332 m/s e a velocidade da luz é tão elevada (± 300 000 km/s) que pode ser ignorada nesta aproximação.

Podemos então afirmar que: a trovoada estará a 1 km de distância por cada 3 segundos que passem entre o relâmpago e o trovão.

Medidas de Prevenção - alto índice de descargas

Os cuidados a ter diferem da zona onde nos encontramos, pelo que se estivermos no exterior, devemos evitar:
  • Pontos altos
  • Campos abertos – colinas, praia
  • Condutores de electricidade (postes, antenas)
  • Contacto com metais
  • Abrigar-se em zonas vulneráveis (árvores altas)
  • Uso de telefones
  • Contacto com água: não pesque e não ande em barcos pequenos;
  • Estar próximo de tractores ou de outro equipamento metálico tais como motas ou bicicletas;
  • Se estiver numa área florestal procure abrigo numa zona de baixa altitude debaixo de um conjunto denso de arbustos;
Caso estejamos no interior de edifício, devemos evitar:
  • Zonas de corrente de ar
  • Bons condutores de electricidade: canalizações, telefone
  • Tomar banhos (a água apesar de ser um péssimo condutor de energia ela pode conduzir caso a descarga eléctrica seja muito forte)
  • Uso de electrodomésticos
  • Uso de telefone(se a trovoada for intensa desligue a energia no quadro geral)
  • Estar próximo de janelas – feche as cortinas e persianas para evitar o arremesso de estilhaços
Proteja-se no centro de uma divisão no centro da casa. Os raios atingem frequentemente as chaminés.

Se vive numa zona onde as tempestades são frequentes contrate a instalação de um pára-raios por um técnico especializado.

Auto protecção – regra dos 30 segundos

Esta técnica permite determinar o risco associado aos relâmpagos. Para usar esta regra, conte os segundos entre a visão do relâmpago e audição do som (trovão).

Se o tempo for menor que 30 segundos procure abrigo e siga cuidados indicados, pois a trovoada está muito próxima do local onde está.

Primeiros Socorros

Muitas vezes temos receio de tocar numa pessoa que foi atingida com medo que esta transporte carga eléctrica, esta ideia está totalmente errada.

A maioria das vitimas destes acidentes, parecem estar “mortas”, mas note-se que podem ser reanimadas, se a acção de socorro for rápida. Quando um grupo é atingido devem-se socorrer primeiro aqueles que aparentemente perderam a vida; os indivíduos inconscientes, mas a respirar, provavelmente sobreviverão.

Casos em que não existe respiração, o socorro deve ser feito até 4-6 minutos após o choque de modo a prevenir danos irreversíveis no cérebro. Deve ser administrada respiração boca-a-boca uma vez em cada 5 segundos nos adultos e em cada 3 segundos nas crianças. Caso a vítima não respire e não tenha pulso, deve ser-lhe administrada a Reanimação Cárdio-Pulmonar (RCP). Esta manobra resulta de uma combinação entre a respiração boca-a-boca e compressões cardíacas externas e deve ser feita, se possível, por pessoas qualificadas para o efeito. Verifique se a vítima tem queimaduras nas suas extremidades e à volta de zonas em contacto com metal. Ligue sempre o 112 – peça socorro!

Autor: Artur Osório



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O impacto económico das alterações climáticas

As alterações climáticas são a maior ameaça ambiental do século XXI, com consequências económicas, sociais e ambientais de grande magnitude.

Em termos económicos, reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) para evitar um maior aquecimento do planeta implicaria um custo médio para a economia europeia de 0,19% do Produto Interno Bruto (P.I.B), por ano, até 2030, segundo um estudo realizado pela Comissão Europeia.

Esta quantidade não significa muito, se tivermos em conta que alguns estudos, como o realizado recentemente pelo economista britânico Nicholas Stern, supõem que se não forem tomadas medidas urgentes contra as alterações climáticas, a economia mundial poderá ter uma queda de 5 a 20%, nos próximos anos.

O aquecimento global pode vir a custar 5,5 mil milhões de euros à economia global, um custo apenas comparável ao de duas guerras mundiais, de acordo com o referido estudo.

Pelo contrário, tomar medidas imediatas para atacar o problema custaria apenas 1% do PIB mundial.

Impacto na Agricultura

Os efeitos que as alterações climáticas terão na economia, além dos ambientais, propriamente ditos, manifestam-se também a nível da agricultura. Entre estes efeitos, destaca-se a menor rentabilidade da agricultura nos países mediterrâneos, entre eles Portugal, uma vez que o aumento das temperaturas fará com que se reduza o período de crescimento das culturas e, deste modo, reduzir-se-á a sua produtividade.

O aquecimento global terá ainda como consequências, no nosso país, a falta de água, ondas de calor e fogos florestais.

Autora: Marisa Rianço



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Sugestão Bibliográfica

Impactes Ambientais e Comércio de Emissões

Marisa Isabel Azevedo de Almeida Fernandes, Augusto Vaz Serra e Sousa e António Manuel Baio Dias

É apresentada a contextualização das grandes questões ambientais, com destaque para as alterações climáticas, instrumentos legais vigentes, instrumentos transversais e instrumentos voluntários e algumas questões e desafios ambientais que se colocam particularmente ao sector da Indústria Cerâmica, como o Comércio Europeu de Direitos de Emissão, a Licença Ambiental e a Avaliação de Impactes Ambientais.

Aborda o levantamento e estudo técnico das emissões de dióxido de carbono do sector cerâmico desde 1990. Efectua-se também uma projecção de emissões para os anos de 2007 e 2010, quantificando os esforços anteriores e previsíveis da Indústria Cerâmica. Apresenta, de um modo sumário, as possíveis metodologias para distribuição de licenças de direitos de emissões. Pretende-se ainda estabelecer uma primeira definição de "benchmarks" para os sub-sectores abrangidos pela Directiva Europeia sobre o comércio de emissões.

Engloba os impactes económicos que a exposição ao carbono e o Comércio Europeu de Licenças de Emissão - CELE, poderá vir a ter na indústria cerâmica.

Outras sugestões

Invista na sua Formação com Inovação!


A Equipa do Ideias Ambientais, em parceria com Companhia Própria,acaba de lançar o novo plano de formação cerificada para 2007.Relembramos ainda, que efectuamos Diagnósticos de Necessidades de Formação(DNF), de forma a ajustar os cursos às suas carências e a um custo reduzido.

Lista dos novos cursos intra-empresas:

AMBIENTE
  • Sensibilização e Comunicação Ambiental
  • Auditorias Ambientais
  • Legislação Ambiental
  • Gestão de Resíduos em Obra(de construção e demolição)-RCD's
  • Gestão de Resíduos - módulos diversos (tipo de resíduo)
  • Compostagem e Agricultura Biológica
  • Avaliação e Prevenção de Riscos Biológicos
  • Reciclagem de consumíveis
  • Manuseamento de resíduos e controlo de derrames - módulos diversos (tipo de resíduo)
SEGURANÇA
  • Prevenção e combate a Incêndios
  • Elaboração de Plano de Segurança e Saúde
  • Sinalização de segurança e saúde nos locais de trabalho
  • Análise de Risco Ocupacional
  • Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho para a Construção Civil
  • Exposição a agentes biológicos - Medidas de Prevenção e Protecção
  • Controle e análise de Ruído/vibrações
  • Elaboração de Planos de Emergência


Os nossos cursos são dirigidos a particulares, recém licenciados, PME’s e grandes empresas tecnológicas!


Lista dos próximos cursos:

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Curso


Duração


Datas Previstas


Compostagem e Agricultura Biológica


7H


13 de Fevereiro


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Diagnósticos Ambientais


21H


21 a 23 de Fevereiro


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Sensibilização e Comunicação Ambiental


14H


15 e 16 de Março de 2007


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Auditorias Internas


40H


16 a 20 de Abril de 2007


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FPF Contínua - Para uma cidadania activa: a igualdade de Homens e Mulheres


36H


5 a 15 Fev 2007




A calendarização destes cursos poderá sofrer alterações.

Inscreva - se já! Faça download da Ficha de inscrição



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  • Portaria n.º1202/2006 - Aprova o Regulamento de Gestão do Fundo Português de Carbono



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