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Julho...o mês em que o Verão aperta, as temperaturas se elevam, a crise dos combustíveis é mais evidente e o futuro uma grande incognita!

Julho foi um mês em que partimos à aventura....perceber qual o papel que os caracóis têm na nosso meio.

Uma vez que este mês assinalou mais uma vez uma crise a nível dos combustiveis, não poderiamos ignorar este tema!Saiba o que se passa!

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Artigo do Mês: O valor da floresta Portuguesa no mercado de Carbono!

Autor(a): Rutland Herald / Katharine Webster



Ambiente | Destaque | Sugestão


Os combustiveis vão acabar?!

O homem desde sempre, que identificou os vários recursos que a natureza lhe oferecia, e classificou-os como: renováveis e não renováveis.

Infelizmente a consciência para o uso de recursos não renováveis, não era muita, e desde que se descobriu o petróleo (final do século XIX), o seu consumo tornou-se excessivo.

De facto, foi a partir da década de 70, que o ser humano se confrontou com a necessidade de elevar o preço do petróleo, pois descobriu que este era uma fonte esgotável. Este facto, provocou o aumento do valor de um produto primário dos países subdesenvolvidos, superando os produtos industrializados oriundos de países desenvolvidos.

Não existe dúvida que este bem têm ainda um outro papel na nossa sociedade: serve como instrumento político para exercer pressão sobre as grandes potências mundiais. Esta crise recente que se fez sentir na maioria das zonas do nosso País, causou em alguns locais situações de pânico. O facto de muitos de nós se ter visto sem combustivel para abastecer, impossibilitando de nos deslocar para trabalho, bem como as prateleiras de alguns supermercados praticamente vazias, nos fez pensar um pouco nas consequências desta grande dependência que temos desde sempre. Mas o que é certo, é que existe ainda muita gente, que não consegue se deslocar de uma forma saudável e insiste em levar o seu carro, até mesmo quando poderia ter meios de transporte mais ecológicos!

Dados da Autoridade da Concorrência, indicam que o consumo de combustíveis caiu 1,9 por cento no primeiro trimestre deste ano, por comparação com o mesmo período de 2007. Os preços da gasolina sem chumbo de 95 octanas subiram, no mesmo espaço de tempo, 11,9 por cento e os do gasóleo 19,7 por cento.

No final do mês de Março, a gasolina sem chumbo de 95 octanas registava, em Portugal, um preço médio superior em 5,1 por cento à média da União Europeia. Quanto ao gasóleo, o preço médio situava-se 0,1 por cento abaixo da média dos 27. Existe quem defenda a implementação de um imposto sobre os lucros com base no “efeito stock” – este efeito assenta na subida do preço do petróleo entre as alturas da compra e da venda. Outra sugestão passa por impor “medidas excepcionais”, entre as quais a “fixação administrativa de preços dos combustíveis”. Agora o que devemos salientar é que isto já era um cenário bastante previsível! Quando é que percebemos que tudo o que se esgota acaba um dia? Ou iremos querer viver da dependência total de um bem, que sabemos que vai acabar? Se à tanto tempo que se previa esta situação, então porque não se foram criando alternativas? Não seria mais lógico, investirmos em fontes de energia renováveis? Ainda mais, quando se fala tanto em sustentabilidade, preservação, crise, aumentos! Com o petróleo acima dos 135 dólares, parece já ridículo o tempo em que se falava com respeito da mítica barreira dos cem por barril (e foi apenas há seis meses). Mas a verdade é que a subida do preço dos combustíveis continua imparável e a ameaçar a saúde das economias tanto europeia como americana. E pior ainda: a fazer-se sentir na vida quotidiana de todos, condenados a enfrentar custos acrescidos no gasóleo e na gasolina e também, indirectamente, no preço de muitos bens alimentares.

Os países mais industrializados, reunidos na cimeira do G8 no Japão, vão tentar convencer os países petrolíferos a aumentar a produção, a fim de baixarem os preços do barril. Mas parece uma ideia condenada ao fracasso. Para Venezuela ou Arábia Saudita, Líbia ou Irão, o momento é para aproveitar. A imensa procura global de petróleo (alimentada também pelas emergentes China e Índia) está a oferecer-lhes rendimentos enormes, que tentam aproveitar ao máximo, conscientes de que no prazo de duas ou três décadas as suas reservas estarão, em princípio, esgotadas. Por isso, não lhes faz sentido minimizar os lucros. Mesmo que uma eventual recessão lhes fosse prejudicial.

Perante isto, só há uma solução a sério para as sociedades europeias e americana: reduzir a dependência do petróleo. E para isso é imperioso apostar nas energias alternativas, mas também repensar comportamentos e modos de consumir.



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Preservar Caracóis ou fazer deles um belo petisco?

O caracol é um molusco gastrópode de concha espiralada calcária, pertencente à família Helicidae. São animais terrestres com ampla distribuição ambiental e geográfica. Os caracóis são terrestres e respiram através de um pulmão. São animais hermafroditas, ou seja, possuem no mesmo corpo órgãos sexuais masculinos e femininos.

Os caracóis terrestres possuem dois pares de tentáculos e os olhos situam-se no topo do segundo par. As conchas variam muito de tamanho sendo que a espécie africana Achatina achatina chega a medir 27 cm de altura. Em contraposição existem espécies cujas conchas medem menos que 1 cm.

É comum encontrarmos caracóis terrestres nos jardins, hortas e pomares, pois eles se alimentam de diversos tipos de plantas. As poucas espécies carnívoras alimentam-se de minhocas, ou de outros caracóis e lesmas. Os caracóis terrestres são encontrados em ambientes de solo húmido, não encharcado, e são difíceis de ser observados durante o dia, pois, 99% de suas actividades ocorrem durante a noite. Duas a três horas após o anoitecer os caracóis já podem ser observados em actividade.

Existem zonas no nosso País, em que este pequeno e lento animal se torna numa grande dor de cabeça, pois a sua reprodução rápida, transforma-o numa praga agrícola, alimentando-se vorazmente de diversos vegetais de consumo humano. Algumas espécies de caracóis terrestres são comestíveis. Por meio de escavações arqueológicas, foram encontradas conchas de caracóis assadas, indicando que o homem utiliza estes animais como alimento desde a pré-história. Como exemplo de caracol comestível, cita-se o escargot (Helix aspersa ou Helix pomatia), prato ainda pouco divulgado nos restaurantes brasileiros, mas de moda na França. O caramujo-gigante-africano (Achatina fulica), cujos adultos chegam a medir entre 15 e 20 cm de altura, 10 a 12 cm de comprimento e pesar cerca de 200 g, é apreciado em muitos países. No entanto, essa espécie, que foi introduzida em diversos países pelo próprio homem, tornou-se uma praga de diversas culturas, jardins e hortas. O caramujo-gigante-africano, em vida livre, transmite o verme Angistrongylus cantonensis, que causa a angistrongilíase meningoencefálica, doença que acomete o sistema nervoso central. Um outro problema ocasionado por caramujos é a esquistossomose, doença causada por um verme (trematódeo) denominado Schistosoma mansoni . O caramujo Biomphalaria, que vive na água-doce, é hospedeiro intermediário e o verme passa para o homem quando este banha-se em córregos, riachos, valas alargadas, brejos, açudes, represas lagos e lagoas, onde haja pouca correnteza, infestados pelos caramujos contaminados. No Brasil a esquistossomose também é conhecida por xistosomose, barriga d’água e bilharziose. Os vermes alojam-se no homem em pequenas veias do intestino e fígado. Este, então, elimina as fezes com os ovos do parasita que, em contacto com a água, rompem-se e libertam larvas chamadas miracídios, que nadam activamente e penetram no caramujo.

No caramujo, as larvas crescem e, no período de vinte a trinta dias, as larvas atingem sua última fase de desenvolvimento. Nesta fase elas são chamadas de cercárias, quando então abandonam o hospedeiro. Elas então nadam activamente e penetram na pele dos banhistas, iniciando uma nova fase de seu ciclo. Uma vez dentro do corpo humano, as cercárias caem na corrente sanguínea, passam pelos pulmões e coração até chegar no fígado. Todo este ciclo dura cerca de dez dias. No vigésimo sétimo dia, os vermes já estão adultos e iniciam a postura dos ovos, fase em que estes já são eliminados pelas fezes. Desta forma, entende-se que o ciclo do parasita tem duas fases, uma no caramujo, hospedeiro intermediário e a última no homem, hospedeiro definitivo. As pessoas que são infectadas pela esquistossomose normalmente não apresentam sintomas, entretanto, aquelas com sintomas podem apresentar a fase aguda ou a fase crônica. Na fase aguda as pessoas apresentam coceira no local por onde as cercárias penetraram. Febre, dores musculares, dor de cabeça, perda de apetite, emagrecimento, suor frio e dores de barriga podem ser ocasionados. O fígado fica levemente aumentado e dolorido quando se faz a palpação. Na fase crônica, o paciente pode apresentar três quadros distintos: o intestinal, com diarréia, cansaço, perda de apetite e barriga dolorida quando se faz a palpação; o hepato-intestinal os mesmos sintomas acima relatados aparecem, porém são mais acentuados, neste quadro o fígado fica com o volume aumentado e o quadro hepato-esplênico, quando fígado e baço apresentam lesões acentuadas. Este último é o quadro mais grave, onde o paciente apresenta varizes no esôfago, com sangue no vômito e nas fezes. A barriga fica aumentada e com líquido (barriga d’água). Reconhece-se o caramujo Biomphalaria por apresentar a concha em espiral, com as voltas no mesmo plano. Os caramujos, hospedeiros intermediários do Schistosoma mansoni são: Biomphalaria glabrata, Biomphalaria straminea e Biomphalaria tenagophila. As regiões endêmicas, isto é, que apresentam o problema da esquistossomose são: Minas Gerais e Nordeste do Brasil. Desta forma, antes de banhar-se em lagos, açudes, riachos e lagoas, a pessoa deve procurar saber no posto de saúde local se existem casos de esquistossomose naquela região.

No entanto, existem muitos petiscos que nos atraem no verão, e que nos deixam deliciados! Recentemente foi feito o 1º grande evento com estes petiscos, Aqui deixamos algumas ideias: Caracóis à portuguesa, feijoada de caracol, omeleta de caracol, pizza de caracol, entre outros tantos….já tem água na boca?



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