Riscos Biológicos - problema invisível mas bem real!
Os agentes biológicos predominam em vários sectores, embora como são raramente visíveis,são na maioria dos casos esquecidos. Exemplos de agentes biológicos são: bactérias, fungos (leveduras e bolores), vírus e parasita e representam riscos graves para a saúde humana.

Simbolo de perigo biológico
Enquadramento legal Comunitário e Nacional
- Directiva 2000/54/CE de 18 de Setembro de 2000, tem como principal objectivo a redução dos riscos para a saúde decorrentes dos agentes biológicos existentes em locais de trabalho.
- Decreto-lei nº 84/97 de 16 de Abri, estabelece prescrições mínimas de protecção da segurança e da saúde dos trabalhadores contra os riscos ligados à exposição a agentes biológicos, durante o trabalho.
Classificação dos Agentes biológicos
Estes agentes, podem ser classificados em 4 categorias de risco, consoante seu potencial para causar doenças e respectivas possibilidades de tratamento e medidas de prevenção.
Grupo 1 – probabilidade de causar doenças baixa
Grupo 2 – pode causar doenças, escassa a probailidade de se propagar, existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento.
Grupo 3 – pode causar doenças graves, propaga-se.
Grupo 4 – não existem meios de profilaxia ou tratamento.
Actividades de risco
As actividades expostas a agentes biológicos são inúmeras e infelizmente ainda não existe uma consciencialização total para esta questão, que carece de medidas preventivas e de protecção imediatas, dado o risco que podem abranger.
Todas as actividades, que estabeleçam contacto com os elementos que se apresentam,representam risco biológico:
- Materiais naturais ou orgânicos (terra, argila) e materiais de origem vegetal (feno, palha, algodão)
- Substâncias de origem animal
- Alimentos
- Poeiras orgânicas (Ex:farinha)
- Resíduos
- Águas resíduais
De forma mais específica, listam-se as as principais profissões de risco:
- Alimentos(queijos, iogurte, salames) ou produção de aditivos alimentares, padarias
- Profissionais do sector da saúde
- Laboratórios
- agricultura
- Produção florestal
- Horticultura
- Produção de alimentos e de forragem para animais
- Indústria de transformação metalúrgica
- Indústria de transformação de madeira
- Áreas de trabalho com ar condicionado
- Indústria têxtil
- Indústria gráfica
- Produção de papel
- Arquivos, museus e livrarias
- Indústria de construção
- Transformação de materiais naturais(argila, palha, cana)
- Renovação de edíficios
A avaliação de riscos biológicos nos locais de trabalho mais susceptíveis é crucial para garantir a saúde e bem estar de todos os intervenientes. Desta forma, devem existir registos relativos à exposição e vigilância médica, não existindo ainda valores de exposição profissional definidos em Portugal, existindo apenas e para caso das toxinas, em alguns País dos Estados Membros .
A entidade patronal deve proceder à avaliação, prevenção e controlo de riscos, tendo em conta:
- Avaliação dos riscos inerentes a agentes biológicos
- Redução de riscos para trabalhadores (Eliminação ou substituição,Prevenção e controlo da exposição e Informação e formação)
- Controle médico adequado.
Efeitos na Saúde
Os Agentes biológicos podem causar 3 tipos de doenças:
- Infecções causadas por parasitas, vírus ou bactérias
- Alergias causadas pela exposição a poeiras orgânicas provenientes do bolor ou do pó de farinha e partículas de descamação, enzimas e ácaros
- Envenenamento ou efeitos tóxicos.
Temos ainda situações mais graves em que pode ocorrer cancro ou danos no feto.
A penetração destes microorganismos pode ocorrer por vários processos:
- Lesões cutâneas
- Membranas mucosas
- Inalados
- Ingeridos
- Mordedoras de animais
- Lesões com agulhas
Os trabalhadores devem conhecer muito bem as medidas de caracter preventivo e de protecção individual, a fim de evitar a exposição.
Se tiver identificado numa actividade de risco a agentes biológicos, informe-se.......pois o risco apesar de não ser visível ele existe e pode ter consequências graves.
Exija medidas de protecção e avaliação de risco.
Proteja a sua saúde! Se tiver dúvidas fale connosco!
Temos formação para si sobre esta temática!
Autora: Leonor Chambel
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A Responsabilidade Social das Empresas (RSE) – Compromisso para o Desenvolvimento Sustentável
“A responsabilidade social das empresas (RSE), é o compromisso permanente por parte das empresas em manter um comportamento ético e contribuir para o desenvolvimento económico, melhorando a qualidade de vida dos colaboradores e das suas famílias, da comunidade em que trabalham e da sociedade em geral.”
Conselho Mundial para o Desenvolvimento Sustentado

Tornou-se evidente ao longo das duas últimas décadas, que os factores sociais e ambientais estão intimamente ligados a diversos níveis na vida das diversas sociedades que compõem o nosso tão atribulado mundo.
Quer essas sociedades se tenham tornado ou não sociedades de consumo, a verdade é que o social e o ambiental ganhou uma nova e única designação: sustentabilidade! Entre os que são explorados ou exploradores, é inegável que o planeta a ambos acolhe e de ambos sofre as agressões a que o próprio desenvolvimento económico (ainda) obriga.
Para que o económico deixe de o ser a todo o custo (social e ambiental, mais uma vez), as principais entidades internacionais reguladoras deste sector criou diversas normas de “comportamento”, de modo a que as empresas, para além de tornarem mais eficazes (ex.: qualidade) os seus propósitos comerciais, obtivessem o reconhecimento social dos consumidores e dos trabalhadores, entre outros.
Para tal em 1997, criou-se a norma que certifica organizações empresariais com Sistemas de Gestão da Responsabilidade Social. Emanada pela Social Accountability International (SAI), ela é a combinação de diversas convenções (ex.: Declaração dos Direitos do Homem das Nações Unidas) e é designada internacionalmente por SA 8000.
Possuindo em tudo semelhante ao adoptado pelo International Standard Organization (ISO), ela é implementada por entidades independentes que levam a cabo as auditorias às organizações que desejam ser acreditadas dentro desta norma. Em Portugal a Associação Portuguesa para a Certificação (APCER) é a entidade por excelência, perfilada para a asseveração neste domínio.
A SA 8000 pretende que as empresas incrementem dentro da sua capacidade competitiva, componentes éticas ao nível do seu processo e ciclo produtivo, que correspondam aos seguintes requisitos:
- Trabalho infantil: proibição do trabalho infantil e mitigação dos efeitos provocados pelo trabalho infantil;
- Trabalho forçado: proibição da utilização de meios que induzam ao trabalho forçado, retenção de documentos e retenção de ordenados;
- Segurança e Saúde no trabalho: garantir as condições de Segurança e Saúde no Trabalho;
- Liberdade de Associação e Direito à Negociação Colectiva: direito a associação em sindicatos e proibição da discriminação dos funcionários sindicalizados;
- Discriminação. Proibição de actos discriminatórios com base na raça, classe social, nacionalidade, religião, deficiência, sexo, orientação sexual, associação a sindicato ou afiliação política, e idade;
- Práticas disciplinares: proibição de práticas disciplinares envolvendo punição corporal, mental ou coerção física e abuso verbal;
- Horário de trabalho: cumprimento das leis aplicáveis;
- Remuneração: deve satisfazer os padrões mínimos de indústria e as necessidades básicas dos funcionários;
- Sistemas de Gestão: definir a política da empresa, análise crítica pela alta da direcção, representantes da empresa, planeamento e implementação, controlo de fornecedores/subcontratados e subfornecedores, acções correctivas, comunicação externa, acesso para verificação e registos.
Para além destas obrigações legais que a norma implica, são igualmente várias as vantagens que a implementação e certificação deste sistema de gestão pode trazer, nomeadamente:
- Aumento de produtividade;
- Diminuição de conflituosidade laboral;
- Credibilização da marca;
- Melhoria da imagem;
- Diferenciação positiva face à concorrência;
- Diminuição das taxas de absentismo;
- Aumento do envolvimento dos trabalhadores;
- Assumpção das responsabilidades.
A constante mutação do contexto sócio-económico dos mercados de comércio e indústria, entre outros, exigem das empresas um papel atento às solicitações que lhe são colocadas diariamente, também pela sociedade de consumo, a qual é por sinal cada vez mais informada sobre os seus direitos, enquanto consumidores, sendo os padrões de qualidade e satisfação uma exigência quase intrínseca. Para além da qualidade e satisfação, a consciência do impacto desse consumo a nível do “bem-estar” do planeta, tem-se tornado também numa questão cada vez mais latente, cada vez que se procede ao acto de consumo.
As empresas que valorizam o aspecto social, mas também o ambiental da sua actividade, ganham uma notoriedade substancial no “ranking” de preferências dos consumidores, porque se tornam sinónimo de responsabilidade e equidade. Este bom relacionamento com o mercado, contribui de forma positiva para os dois actores, porque coloca ao dispor do cidadão comum, bens de qualidade e de acordo com as regras internacionalmente exigidas, desde o processo inicial de produção ao final do mesmo, e consolida o investimento da empresa quer na área da inovação, mas também da sua acreditação enquanto empresa certificada.
O evitar, cada vez mais inadiável, de problemas com as fontes de produção (de ordem social) e com as de ordem de consumo (de ordem maioritariamente ambiental), ajudam as empresas a ultrapassar as diversas e difíceis etapas de crescimento, consolidação e expansão nos mercados sócio-económico nacional e internacional, ambos cada vez mais globalizados e rapidamente tangíveis. Para tudo isto, entre outros instrumentos de gestão, a norma SA 8000 existe e aconselha-se a ser aplicada junto daqueles que desejam que os seus negócios, de pequena, média ou grande dimensão, vinguem!
Saber gerir com eficácia, produtividade e ganho económico sustentável é desde algum tempo o lema daqueles que actualmente ocupam lugares cimeiros no âmbito dos negócios. A implementação de sistemas de RSE poderá ser um dos instrumentos, mais do que necessários para o efeito. Modernize e certifique a sua empresa de acordo com estes padrões. Para que não negociemos mal o consumo do maior bem de todos: o Planeta.
Autor: António Cunha
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