Caso não consiga ver as imagens clique aqui para aceder do nosso website.


Bem vindo à nossa Newsletter!

Este mês trazemos até si, temas do seu maior interesse!Aproveitamos para anúnciar que em breve teremos um novo espaço no nosso site: Baú das Ideias! Neste espaço vamos apresentar diversas actividades, jogos, projectos para si e para seus filhos! Se tiver ideias não evite em nos contactar!

Temos novos cursos de formação certificados para si:
  • Técnicas de manuseamento de resíduos e controle de derrames.
  • Riscos Biológicos em Sistemas de Tratamento e Valorização de RSU´s
  • Prevenção e protecção a Riscos Biológicos em Sistemas de Tratamento e Valorização de RSU´s
  • Diagnósticos Ambientais
  • Gestão de Resíduos
  • Sensibilização Ambiental
  • Sistemas de Gestão Ambiental e EMAS
  • Compostagem
  • Indicadores de Desenvolvimento sustentável
  • Planos de Monitorização de ETA e ETAR

Peça informações!Garanta a sua inscrição!

Além destes cursos, fazemos ainda cursos à medida, diga-nos que pretende, e nós daremos a resposta!

Invista na sua Formação com Inovação!

Faça de todos os dias - o Dia do Ambiente!

Para mais informações visite o nosso website: http://www.ideiasambientais.com.pt

Artigo do Mês: Uivos de Mudança - O Lobo Ibérico e o Cão de Gado

Autor: Artur Vaz de Oliveira



Ambiente | Destaque | Sugestão


Riscos Biológicos - problema invisível mas bem real!

Os agentes biológicos predominam em vários sectores, embora como são raramente visíveis,são na maioria dos casos esquecidos. Exemplos de agentes biológicos são: bactérias, fungos (leveduras e bolores), vírus e parasita e representam riscos graves para a saúde humana.

Simbolo de perigo biológico

Enquadramento legal Comunitário e Nacional

  • Directiva 2000/54/CE de 18 de Setembro de 2000, tem como principal objectivo a redução dos riscos para a saúde decorrentes dos agentes biológicos existentes em locais de trabalho.

  • Decreto-lei nº 84/97 de 16 de Abri, estabelece prescrições mínimas de protecção da segurança e da saúde dos trabalhadores contra os riscos ligados à exposição a agentes biológicos, durante o trabalho.
Classificação dos Agentes biológicos

Estes agentes, podem ser classificados em 4 categorias de risco, consoante seu potencial para causar doenças e respectivas possibilidades de tratamento e medidas de prevenção.

Grupo 1 – probabilidade de causar doenças baixa

Grupo 2 – pode causar doenças, escassa a probailidade de se propagar, existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento.

Grupo 3 – pode causar doenças graves, propaga-se.

Grupo 4 – não existem meios de profilaxia ou tratamento.


Actividades de risco

As actividades expostas a agentes biológicos são inúmeras e infelizmente ainda não existe uma consciencialização total para esta questão, que carece de medidas preventivas e de protecção imediatas, dado o risco que podem abranger.

Todas as actividades, que estabeleçam contacto com os elementos que se apresentam,representam risco biológico:
  • Materiais naturais ou orgânicos (terra, argila) e materiais de origem vegetal (feno, palha, algodão)
  • Substâncias de origem animal
  • Alimentos
  • Poeiras orgânicas (Ex:farinha)
  • Resíduos
  • Águas resíduais
De forma mais específica, listam-se as as principais profissões de risco:
  • Alimentos(queijos, iogurte, salames) ou produção de aditivos alimentares, padarias
  • Profissionais do sector da saúde
  • Laboratórios
  • agricultura
  • Produção florestal
  • Horticultura
  • Produção de alimentos e de forragem para animais
  • Indústria de transformação metalúrgica
  • Indústria de transformação de madeira
  • Áreas de trabalho com ar condicionado
  • Indústria têxtil
  • Indústria gráfica
  • Produção de papel
  • Arquivos, museus e livrarias
  • Indústria de construção
  • Transformação de materiais naturais(argila, palha, cana)
  • Renovação de edíficios
A avaliação de riscos biológicos nos locais de trabalho mais susceptíveis é crucial para garantir a saúde e bem estar de todos os intervenientes. Desta forma, devem existir registos relativos à exposição e vigilância médica, não existindo ainda valores de exposição profissional definidos em Portugal, existindo apenas e para caso das toxinas, em alguns País dos Estados Membros .

A entidade patronal deve proceder à avaliação, prevenção e controlo de riscos, tendo em conta:

- Avaliação dos riscos inerentes a agentes biológicos

- Redução de riscos para trabalhadores (Eliminação ou substituição,Prevenção e controlo da exposição e Informação e formação)

- Controle médico adequado.

Efeitos na Saúde

Os Agentes biológicos podem causar 3 tipos de doenças:
  • Infecções causadas por parasitas, vírus ou bactérias
  • Alergias causadas pela exposição a poeiras orgânicas provenientes do bolor ou do pó de farinha e partículas de descamação, enzimas e ácaros
  • Envenenamento ou efeitos tóxicos.
Temos ainda situações mais graves em que pode ocorrer cancro ou danos no feto.

A penetração destes microorganismos pode ocorrer por vários processos:
  • Lesões cutâneas
  • Membranas mucosas
  • Inalados
  • Ingeridos
  • Mordedoras de animais
  • Lesões com agulhas
Os trabalhadores devem conhecer muito bem as medidas de caracter preventivo e de protecção individual, a fim de evitar a exposição.

Se tiver identificado numa actividade de risco a agentes biológicos, informe-se.......pois o risco apesar de não ser visível ele existe e pode ter consequências graves.

Exija medidas de protecção e avaliação de risco.

Proteja a sua saúde! Se tiver dúvidas fale connosco!

Temos formação para si sobre esta temática!

Autora: Leonor Chambel



Ambiente | Destaque | Sugestão


A Responsabilidade Social das Empresas (RSE) – Compromisso para o Desenvolvimento Sustentável

“A responsabilidade social das empresas (RSE), é o compromisso permanente por parte das empresas em manter um comportamento ético e contribuir para o desenvolvimento económico, melhorando a qualidade de vida dos colaboradores e das suas famílias, da comunidade em que trabalham e da sociedade em geral.”

Conselho Mundial para o Desenvolvimento Sustentado

Tornou-se evidente ao longo das duas últimas décadas, que os factores sociais e ambientais estão intimamente ligados a diversos níveis na vida das diversas sociedades que compõem o nosso tão atribulado mundo.

Quer essas sociedades se tenham tornado ou não sociedades de consumo, a verdade é que o social e o ambiental ganhou uma nova e única designação: sustentabilidade! Entre os que são explorados ou exploradores, é inegável que o planeta a ambos acolhe e de ambos sofre as agressões a que o próprio desenvolvimento económico (ainda) obriga.

Para que o económico deixe de o ser a todo o custo (social e ambiental, mais uma vez), as principais entidades internacionais reguladoras deste sector criou diversas normas de “comportamento”, de modo a que as empresas, para além de tornarem mais eficazes (ex.: qualidade) os seus propósitos comerciais, obtivessem o reconhecimento social dos consumidores e dos trabalhadores, entre outros.

Para tal em 1997, criou-se a norma que certifica organizações empresariais com Sistemas de Gestão da Responsabilidade Social. Emanada pela Social Accountability International (SAI), ela é a combinação de diversas convenções (ex.: Declaração dos Direitos do Homem das Nações Unidas) e é designada internacionalmente por SA 8000.

Possuindo em tudo semelhante ao adoptado pelo International Standard Organization (ISO), ela é implementada por entidades independentes que levam a cabo as auditorias às organizações que desejam ser acreditadas dentro desta norma. Em Portugal a Associação Portuguesa para a Certificação (APCER) é a entidade por excelência, perfilada para a asseveração neste domínio.

A SA 8000 pretende que as empresas incrementem dentro da sua capacidade competitiva, componentes éticas ao nível do seu processo e ciclo produtivo, que correspondam aos seguintes requisitos:
  • Trabalho infantil: proibição do trabalho infantil e mitigação dos efeitos provocados pelo trabalho infantil;
  • Trabalho forçado: proibição da utilização de meios que induzam ao trabalho forçado, retenção de documentos e retenção de ordenados;
  • Segurança e Saúde no trabalho: garantir as condições de Segurança e Saúde no Trabalho;
  • Liberdade de Associação e Direito à Negociação Colectiva: direito a associação em sindicatos e proibição da discriminação dos funcionários sindicalizados;
  • Discriminação. Proibição de actos discriminatórios com base na raça, classe social, nacionalidade, religião, deficiência, sexo, orientação sexual, associação a sindicato ou afiliação política, e idade;
  • Práticas disciplinares: proibição de práticas disciplinares envolvendo punição corporal, mental ou coerção física e abuso verbal;
  • Horário de trabalho: cumprimento das leis aplicáveis;
  • Remuneração: deve satisfazer os padrões mínimos de indústria e as necessidades básicas dos funcionários;
  • Sistemas de Gestão: definir a política da empresa, análise crítica pela alta da direcção, representantes da empresa, planeamento e implementação, controlo de fornecedores/subcontratados e subfornecedores, acções correctivas, comunicação externa, acesso para verificação e registos.
Para além destas obrigações legais que a norma implica, são igualmente várias as vantagens que a implementação e certificação deste sistema de gestão pode trazer, nomeadamente:
  • Aumento de produtividade;
  • Diminuição de conflituosidade laboral;
  • Credibilização da marca;
  • Melhoria da imagem;
  • Diferenciação positiva face à concorrência;
  • Diminuição das taxas de absentismo;
  • Aumento do envolvimento dos trabalhadores;
  • Assumpção das responsabilidades.
A constante mutação do contexto sócio-económico dos mercados de comércio e indústria, entre outros, exigem das empresas um papel atento às solicitações que lhe são colocadas diariamente, também pela sociedade de consumo, a qual é por sinal cada vez mais informada sobre os seus direitos, enquanto consumidores, sendo os padrões de qualidade e satisfação uma exigência quase intrínseca. Para além da qualidade e satisfação, a consciência do impacto desse consumo a nível do “bem-estar” do planeta, tem-se tornado também numa questão cada vez mais latente, cada vez que se procede ao acto de consumo.

As empresas que valorizam o aspecto social, mas também o ambiental da sua actividade, ganham uma notoriedade substancial no “ranking” de preferências dos consumidores, porque se tornam sinónimo de responsabilidade e equidade. Este bom relacionamento com o mercado, contribui de forma positiva para os dois actores, porque coloca ao dispor do cidadão comum, bens de qualidade e de acordo com as regras internacionalmente exigidas, desde o processo inicial de produção ao final do mesmo, e consolida o investimento da empresa quer na área da inovação, mas também da sua acreditação enquanto empresa certificada.

O evitar, cada vez mais inadiável, de problemas com as fontes de produção (de ordem social) e com as de ordem de consumo (de ordem maioritariamente ambiental), ajudam as empresas a ultrapassar as diversas e difíceis etapas de crescimento, consolidação e expansão nos mercados sócio-económico nacional e internacional, ambos cada vez mais globalizados e rapidamente tangíveis. Para tudo isto, entre outros instrumentos de gestão, a norma SA 8000 existe e aconselha-se a ser aplicada junto daqueles que desejam que os seus negócios, de pequena, média ou grande dimensão, vinguem!

Saber gerir com eficácia, produtividade e ganho económico sustentável é desde algum tempo o lema daqueles que actualmente ocupam lugares cimeiros no âmbito dos negócios. A implementação de sistemas de RSE poderá ser um dos instrumentos, mais do que necessários para o efeito. Modernize e certifique a sua empresa de acordo com estes padrões. Para que não negociemos mal o consumo do maior bem de todos: o Planeta.

Autor: António Cunha



Ambiente | Destaque | Sugestão


Sugestão Bibliográfica

Riscos dos agentes biológicos: manual de prevenção

João Paulo Sousa, Maria Helena Franco, Maria Alice Rodrigues, Maria dos Santos, Sandra Reis

Suporte de informação técnica sobre os riscos de exposição aos agentes biológicos, em vários sectores de actividade e respectivas medidas de prevenção, objectivando a melhoria das condições de segurança, higiene e saúde a observar nos locais de trabalho onde ocorre manuseamento e/ou produção de agentes bilógicos.

Série Informação Técnica Nº 10IDICT – 2001



Ambiente | Destaque | Sugestão


Este artigo foi-lhe util? Faça o seu comentário, clique aqui.

Caso não pretenda receber mais esta newsletter, clique aqui .