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Artigo da Semana
Impactes ambientais de Parques Eólicos
O abastecimento de energia no nosso Pais é bastante limitado e dependente de fontes internacionais. Aumentar a contribuição das energias renováveis, é uma meta importante a cumprir, face às metas estabelecidas pela UE.
As condições climatológicas nacionais e o desconhecimento de reservas importantes e económicamente viáveis de qualquer tipo de combustível, coloca a energia eólica em lugar de destaque.
As vantagens da energia eólica são inúmeras, além de representar uma fonte de energia renovável: não emitem poluentes nem gases para efeito de estufa(GEE), além de dinamizar actividades económicas diversas, ligadas à instalação do projecto(elaboração de projectos, comercialização e instalação – com forte vantagem no que diz respeito a criação de novos postos de trabalho).
Existem zonas caracterizadas por vento forte e regular, sobretudo localizadas nas regiões montanhosas, que são pontos chave para estes projectos, de forma sustentável.
O primeiro parque eólico nacional, foi construido nos Açores em 1989, no entanto já existem bastantes projectos deste tipo .
Está proposta uma instalação de cerca de 40000MW até 2010, correspondendo ao abastecimento de electricidade a cerca de 50 milhões de pessoas.
Um parque eólico não é mais que conjunto de vários aerogeradores, ligados entre si, que permitem recuperar a energia do vento e transformá-la em electricidade através do movimento das pás.
Uma desvantagem prende-se com facto de não conseguimos converter toda essa potência (teórica) em potência útil. A taxa de conversão é de aproximadamente de 59% , quando o sistema funciona de maneira optimizada.
Mas como é obvio, qualquer projecto por mais pequeno que seja, apresenta sempre impactes negativos sobre o ambiente. Pelo que estes projectos são sujeitos a Avaliação de Imapcte Ambiental segundo o DL 69/2000.
Os impactes associados a este tipo de projecto dependem da sua localização, sobretudo tendo especial atenção em zonas sensíveis.
Em termos de uso do solo, não é um projecto com grandes impactes.A sua implementação efectua-se normalmente em zonas mais elevadas, onde a aptidão do solo é reduzida e constituida por zonas não florestadas com menor risco de incêndio.
Um dos principais problemas destes projectos, traduz-se no enquadramento global do parque na paisagem. Sendo sempre favoráveis zonas onde não existam património cultural ou natural classificado e com menor população e movimentação, quer em termos humanos e animais.
Garantir que não ocorre fragmentação de habitat, nem destruição de fauna e flora no local é importante, podendo-se recorrer a medidas minimizadoras para atenuar alguns impactes. Uma medida importante em termos de avifauna, é que a fase de construção não coincida com época de reprodução, e caso não seja possivel, promover desmatação do local antes do inicio desta época, para minimizar impactes à nidificação. A morte por colisão de aves é uma possibilidade, embora estudos mostram que as aves acabam por se integrar no ambiente e se habituar à presença destas infraestruturas.No entanto será importante recorrer a estudos de monitorização de avifauna ao longo das várias fases de projecto.
Outra questão importante é a travessia de cabos ser sempre que possivel subterrânea, induzindo menor impacte visual. Em termos de linhas de água, estas devem ser evitadas na abertura de valas.
O impacte que poderá ser mais evidente é o visual, pela estrutura fisica do aerogerador e subestação.Associando-se também, os trabalhos de manutenção dos mesmos, sobretudo óleos e movimentação. Paisagens amplas e abertas em termos visuais minimizam estes efeitos, muitas vezes o próprio clima também tem um efeito atenuador(neblinas e nevoeiros). Medidas para minimizar estes impactes passam por reformulações do traçado de aerogeradores, escolha de côr de forma a obter melhor enquadramento das turbinas, utilização de soluções arquitectónicas: materiais, cor, volumetria.
Existem Paises que aproveitam estes projectos as designadas por “landscape art”, que simbolizam “marcos” na paisagem, francamente assumidos como formas de arte.
Em termos de ruido, não costuma ser um problema grave, normalmente não ultrapassa os limites impostos por lei , além da atenuação do ruido com a distância, temos ainda a dispersão do som pelo vento. De todo o modo, a evolução tem-se dado no sentido de equipamentos mais silenciosos.
Parece que a energia eólica representa uma forte energética alternativa no nosso Pais, porisso mãos à obra, que o nosso ambiente precisa de energia limpa....e Portugal tem todas as possibilidades de ter posição notável a nível europeu....nem se entende porque não se investe mais nestes projectos.
Autora do artigo : Silvia Chambel
Data: 07/10/05
E-mail: info@ideiasambientais.com.pt
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