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Artigo da Semana
Reciclagem no sector Gráfico
Perante a sociedade, todas as empresas, começando pelas do sector gráfico, deveriam assumir responsabilidade social e ambiental. Muitas toneladas de papel e cartão, são eliminados e depositados em aterros sanitários que veem o seu tempo de vida util reduzido face ao estimado.
No Reino Unido em meados dos anos 90, as empresas responsáveis pelas recolhas do lixo, começaram a pagar uma taxa por cada tonelada de lixo deitada nos aterros. Esta taxa crescente foi uma forma de tornar a reciclagem um serviço de custo mais reduzido, e alternativo aos aterros. Durante 5 anos a taxa foi de cerca de 1.5 Euros. Aumentando para 4.5 Euros por tonelada até atingir o seu limite máximo estabelecido de cerca de 45 Euros. Presentemente o valor está em 20 Euros.
Em 2004 mais de 34 empresas participaram num projecto piloto, cujo objectivo foi reciclar papel e cartão gratuitamente durante um periodo de 9 meses. Desta forma reduziram mais de 55 toneladas de lixo deitados nos aterros e protegendo mais de 935 árvores. Nos processos de impressão, já se começam a utilizar produtos baseados em água e papeis reciclados. Tambám se aproveitam para reciclar todos os papeis resultantes de cortes.
As empresas do sector gráfico são aquelas que mais podem contribuir para esta redução. As gráficas chegam a acumular 4 contentores de 1100 litros de papel e cartão por semana. Isto poderá representar cerca de 25 toneladas de papel e cartão reciclados no final de 1 ano. Poupando anualmente, cerca de 125 metros cubicos de capacidade útil do aterro. Com esta iniciativa estão igualmente reduzindo as emissões de dioxido de carbono ,responsáveis pelo efeito de estufa/aquecimento global em cerca de 21 kg por ano.
Após o período dos 9 meses e apesar da taxa introduzida, as empresas continuam a reciclar. Muitas estão a reciclar 50% do papel e cartão que anteriormente iria para os aterros. Apesar da taxa ainda estão a poupar cerca de 22 euros por mês, cerca de 264 euros por ano.
As empresas estão satisfeitas por fazerem parte de um projecto que está a beneficiar o ambiente e a ajudá-las a poupar dinheiro. Cada vez mais as empresas assumem responsabilidade ambiental e social. Este compromisso também se está a tornar uma vantagem de marketing, com o potencial de maximizar os lucros, representando também, uma melhoria contínua do desempenho profissional da empresa. Todo este processo evidencia a sua imagem perante a comunidade, na moral dos empregados, na comunicação e treinos.
Prevesse que muitas mais empresas vão participar neste projecto, incentivadas pelo sucesso das já existentes.
Portugal está ainda muito longe deste nivel de desenvolvimento. Os aterros continuam a ser preferência na maioria dos casos. É necessário uma mudança de mentalidade que poderá trazer benefícios para o ambiente mas também para os lucros das empresas. No Reino Unido já se funciona com sucesso. Poupa-se dinheiro, aumenta-se a capacidade útil dos aterros existentes, aplica-se tratamentos mais eficientes e com vantagens ambientais acrescidas e salva-se muitas árvores. Aqui alguém terá que ser pioneiro num projecto semelhante.
Apelo as câmaras municipais que juntamente com empresas de reciclagem,
criem algo semelhante. Para um futuro mais verde.
Autora do artigo : Paula Ribeiro
Data: 10/06/05
E-mail: paula@artideasdesign.co.uk
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