Artigo da Semana - Editorial



Assim nasceu o boletim semanal do ambiente...

Da área do Ambiente e para todos aqueles que pretendam alargar a sua área de conhecimentos, trocar ideias, opiniões, debater assuntos, aqui está o espaço apropriado.

Esta semana o artigo irá incidir na temática dos resíduos sólidos urbanos e intitulasse: Separar quando e porquê.

É um tema que continua bastante actual e que nunca é demais relembrar. Uma missão universal que todos nós temos que levar a cabo diariamente, contribuindo para a preservação e protecção do ambiente! Apostar na separação adequada dos resíduos que produzimos, garante que estes serão reencaminhados para tratamento e destino final adequado, salvaguardando a saúde pública e o ambiente.

Separar o nosso lixo é cuidar de todos nós!

COLABORE!

REUTILIZAR –REDUZIR RECICLAR – REAPROVEITAR



  1. Recolha selectiva
  2. A forma como se efectua a separação dos resíduos é que determina a sua valorização. Existem sistemas de gestão e tratamento de resíduos sólidos urbanos distribuídos pelo nosso Pais que são responsáveis pela recolha selectiva. Estes sistemas efectuam a recolha, transporte e tratamento/valorização dos resíduos recicláveis, sendo também estes sistemas responsáveis pelo tratamento dos restantes resíduos cuja valorização não é possível.

    A recolha e transporte dos resíduos Indiferenciados é da responsabilidade das Câmaras, e estes resíduos são normalmente conduzidos a aterro sanitário.



    Dicas de separação doméstica

    Todos já devemos ter ouvido falar nos ecopontos, e certamente já os vimos muitas vezes. Ecopontos são contentores especiais para depósito de papel, embalagens de cartão, vidro, plásticos e metais recicláveis. A sua função é apenas a de recolha de resíduos recicláveis. Estes contentores permitem a separação adequada dos resíduos que produzimos diariamente através das suas cores respectivas.

    No entanto é importante saber o que podemos depositar em cada contentor, basta se introduzir um resíduo inapropriado, para contaminar os restantes e impossibilitar a sua reciclagem. Por isso, todos nós temos a responsabilidade de garantir a separação adequada de todos os resíduos que produzimos. Em caso de dúvidas, serão as empresas responsáveis pela gestão e tratamento de resíduos sólidos urbanos da vossa área de residência, as mais indicadas para prestar qualquer esclarecimento.

    Existem alguns cuidados essenciais que se aplicam a todos os ecopontos, independentemente da sua côr:
    • Não deposite o lixo demasiado pequeno – tampas de plástico, rolhas e caricas não são recicláveis.
    • Não amarre o seu lixo reciclável, nem o coloque dentro de caixas ou sacos.
    • Cuidado com os produtos perigosos, com maus cheiros, sujos, tóxicos ou cortantes.
    • Em caso de duvida, deposite no lixo normal – um simples engano pode impedir a reciclagem de um carregamento inteiro de resíduos!


    Ecoponto amarelo

    Embalagens de plástico e metal


    Depositar : garrafas e frascos de plástico (sumos, água, leite, vinho),sem tampa, não contendo produtos perigosos ou gordurosos (azeite,óleos,...) - vazios e enxaguados.

    Não depositar : Embalagens de iogurte e outros, objectos de plástico, electrodomésticos e outros objectos de metal.

    Ecoponto Verde

    Vidro


    Depositar : Garrafas, frascos e boiões de vidro, vazios e enxaguados, sem tampas ou rolhas.

    Não depositar : Louça de cerâmica ou de vidro (piréx, pratos, chávenas,...) lâmpadas, espelhos. Ampolas, seringas e pára-brisas.



    Ecoponto Azul

    Papel e Embalagens de cartão


    Depositar : Jornais, revistas, folhetos, cadernos, papel de escrita e sacos de papel, embalagens de cartão liso, canelado e de bebidas (leite, sumo,...) - espalmados.

    Não depositar : Papeis sujos ou engordurados, guardanapos, papeis metalizados ou plastificados e envolvidos em plástico.

    Em caso de objectos volumosos ”monstros domésticos” levo-os até ao Ecocentro mais próximo. Este é o espaço adequado à deposição deste tipo de resíduos, é formado por contentores de grandes dimensões, destinados ao cidadão comum, onde se podem depositar diversos materiais para posterior encaminhamento para tratamento/reciclagem.
    Depositar : monstros domésticos(objectos de grandes dimensões), entulhos, ramagens de árvores, papel, vidro e plástico em grandes quantidades.



    Destino final


    Os resíduos depois de separados em casa e depositados nos ecopontos, são encaminhados por transporte adequado, e em contentores específicos, para a empresa gestora dos mesmos, de forma a que estes tenham tratamento e destino final adequado. Os resíduos são devidamente quantificados, sendo para isso pesados na báscula que se situa normalmente na entrada, podendo depois ser encaminhados para o local de descarga.

    No caso do vidro, este é conduzido ao depósito do vidro, onde é feita uma pequena triagem (porque muitas vezes se encontra misturado com outros resíduos que foram indevidamente depositados). Este é posteriormente encaminhado para Reciclagem.

    As embalagens de plástico e metal são conduzidas à central de triagem, onde num tapete em movimento são separados e depositados em silos especificos pelos operadores que se encontram ao longo da mesa(no caso das latas é um electroíman que executa essa operação). Em seguida estes são prensados, sendo depois armazenados até serem conduzidos para reciclagem.

    No caso do papel e embalagens de cartão, este também é descarregado numa plataforma próxima da linha de enfardamento, onde é efectuada uma triagem negativa, sendo depois enfardado e encaminhado a reciclagem.



  3. Resíduos indiferenciados
  4. Os restantes resíduos cuja valorização não é possível, e que não é feita qualquer separação, são depositados nos contentores de indiferenciados (verdes), sendo da responsabilidade das Câmaras a sua recolha e transporte para aterro.

    A maioria destes resíduos, são encaminhados para aterro sanitário, sendo inicialmente pesados na báscula e conduzidos a uma central de compactação. Nesta central, estes são enfardados, para que ocupem o menor volume possível em aterro e depositados na célula do aterro em exploração.

    Os aterros têm sistemas de protecção ambiental passiva, sistemas de drenagem de lixiviados, sistema de drenagem de água pluvial e sistema de drenagem e tratamento de biogás.

    O enchimento das células efectua-se de acordo com a atribuição respectiva, de forma a permitir vias de circulação até à fase de selagem.

    Os aterros sanitários regem-se pelo decreto lei nº 152/2002, que exigem um plano de cobertura final e encerramento das células, pelo que estes locais são posteriormente arborizados.

    A monitorização efectua-se segundo o mesmo decreto-lei durante e após a exploração, para minimizar os impactes do tratamento dos resíduos em termos ambientais e de saúde pública.

    Autora do artigo : Silvia Chambel
    25/03/05
    info@ideiasambientais.com.pt



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